O preço do carro zero quilômetro registrou em outubro a primeira alta do ano, mas em novembro manteve-se estável, com queda de 0,01%. E mesmo com os novos incentivos para carros tipo flex, a tendência é que os valores não se alterem significativamente.
De acordo com pesquisa da Agência AutoInforme, realizada com base na cotação da Molicar, o preço do carro zero vinha caindo desde novembro do ano passado, sendo que, em dezembro, houve a maior queda, de 4,2%, devido à redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Os preços apurados são os praticados no mercado e não os divulgados pelas montadoras, que são apenas uma referência ao consumidor, já que muitos carros são vendidos abaixo ou acima da tabela.
Os preços dos veículos registram queda de 2,19% entre janeiro e novembro.
Marcas e modelosConsiderando apenas o mês de novembro, dentre as grandes montadoras, os carros da Land Rover, Troller e da GM foram as que mais aumentaram - 2,16%, 1,27 e 1,04%, respectivamente. Ainda registraram acréscimos modelos da Kia (0,67%), Suzuki (0,52%), Chrysler (0,46%), Jeep (0,40%), Ford (0,22%) e Peugeot (0,10%).
Já os preços dos modelos da Chery, Subaru e Honda foram os que registraram as maiores quedas, de 3,11%, 2,43% e 0,82%, na ordem. Também registraram deflação os modelos da Agrale (-0,66%), Lexus (-0,65%), Renault (-0,56%), Effa (-0,51%), Nissan (-0,48%), Hyundai (-0,34%), Fiat (-0,31%), Toyota (-0,18%), Mahindra (-0,17%), Audi (-0,04%) e Citröen (-0,02%).
Na tabela a seguir, é possível verificar as cinco maiores elevações e as cinco maiores quedas dos preços de alguns modelos em novembro, em relação a outubro:
VendasO número de automóveis e comerciais leves emplacados em todo o Brasil registrou queda de 15,23% no mês passado, na comparação com outubro. Em novembro, foram vendidas 238.504 unidades, contra 281.342 um mês antes.
De acordo com dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), nos onze primeiros meses do ano, foram realizados 2,731 milhões de emplacamentos de automóveis e comerciais leves, o que representa alta de 9,81% frente ao mesmo período do ano passado.