| Foi o Brasil, através da Fiat que, em 1980 teve a idéia de transformar carro de passeio em picape. Muita gente que não precisava transportar mais do que ele próprio e um passageiro, passou a usar a picape derivada de carro. Por ser utilitário, paga menos imposto (IPI e IPVA) e tem outras utilidades tanto para o motorista comum (que usa a caçamba para o transporte de equipamentos ou compras de supermercado), quanto o profissional, que tem na picape o veículo ideal para o uso no trabalho: pedreiros, encanadores, eletricistas, prestadores de serviços em geral.
A picape derivada de carro de passeio fez sucesso: o Corcel virou Pampa, o Chevette virou Chevy e o Gol virou Saveiro. Depois vieram a picape Corsa, o Currier, a Strada e a Montana.
Logo o segmento conquistou o seu espaço no mercado. Hoje as picapes derivadas de automóveis são responsáveis por 6% das vendas internas, 170 mil unidades.
Agora a Fiat faz o caminho de volta, fazendo uma versão cabine dupla na sua picape Strada. A nova picape, que tem lugar para quatro pessoas, é derivada da cabine simples, que tem lugar para duas, que é derivada do Palio, que tem lugar para cinco. Dá pra entender?
Os marqueteiros da Fiat acham que sim. Acreditam que, se o espaço no banco de trás é pequeno, o espaço para mais uma versão da Strada no mercado é grande.
A empresa tem mostrado, além do pioneirismo, agilidade pra atender as demandas. Se a Strada cabine dupla fizer sucesso vai abrir espaço para os concorrentes investirem em mais esse segmento made in Brazil.
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