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O aumento da mistura de biodiesel no diesel, de 3% para 4% a partir da quarta-feira (1), deve conter a queda de preços do combustível.
No dia 8 de junho, a Petrobras anunciou a redução de 15% do preço do diesel nas refinarias, livre da incidência de impostos. Porém, em seguida, o Ministério da Fazenda declarou aumento da alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico) de R$ 0,03/litro para R$ 0,07/litro, o que conteve a queda do preço ao consumidor final, que passou a ser estimada em 9,6%.
Preço ao consumidor Porém, com o aumento da mistura, essa expectativa não deve se confirmar. O biodiesel custa cerca de 30% mais do que o diesel mineral, o que impacta no preço ao consumidor.
No último leilão de biodiesel, o preço médio do litro do combustível ficou em R$ 2,31, enquanto a média do diesel de petróleo para as distribuidoras estava em R$ 1,77 na semana passada, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo).
"O impacto disso no preço final é impossível dizer agora, porque o repasse da queda do preço do diesel ainda está acontecendo. É provável que não haja aumento de preços, e que o repasse da queda não seja naquele patamar estimado anteriormente e que o potencial de queda seja menor", disse o vice-presidente do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes), Alísio Vaz, segundo a Agência Brasil.
De acordo com Vaz, o custo do aumento de 3% para 4% de biodiesel na mistura vendida nos postos está entre R$ 0,01 e R$ 0,02 por litro de diesel. O impacto final ao consumidor, por sua vez, deverá ser determinado pelo mercado.
Sem estimativas De acordo com o diretor de Postos de Rodovia da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis Lubrificantes), Ricardo Hashimoto, não há como prever qual vai ser o impacto final do aumento da mistura de biodiesel ao diesel mineral, em especial por causa da redução de preços anunciada pelo governo.
Para Hashimoto, apesar de impactar nos preços do combustível, o aumento do biodiesel na mistura é uma prioridade para o governo. "Nunca é adequado falar em encarecer um produto, mas as prioridades do governo são questão ambiental, e isso consta de um plano estratégico do governo também para diminuir a dependência do óleo diesel mineral", disse.
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