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É possível diminuir o consumo de combustível em até 20% mudando apenas a maneira de dirigir o carro, o que, consequentemente, reduz a quantidade de poluentes jogados na atmosfera. “Se o motorista gasta R$ 500 de combustível por mês, ele pode ter uma economia de R$ 100, o que em um ano significa que ele deixou de ‘queimar’ R$ 1.200 e, mesmo sem a possibilidade de contabilizar, ele também está colaborando com o meio ambiente”, afirma César Urnhani, piloto de desenvolvimento da Pirelli.
O primeiro passo é escolher o carro adequado para o perfil do motorista. O estado e manutenção de alguns componentes do carro também têm interferência direta no consumo de combustível. O primeiro item que merece atenção é a calibragem dos pneus. “Quanto mais próximo os pneus estiverem da calibragem estipulada pelo fabricante, menor será a resistência ao rolamento e o esforço do motor para empurrar o carro que passa a trabalhar em rotações mais baixas e diminui o gasto de combustível”, afirma Urnhani. “Uma pressão de 3 libras por polegada quadrada (lb/pol²) abaixo do recomendado pode aumentar o consumo de 1,5% até 3%, dependendo da medida dos pneus”. É como pedalar uma bicicleta com o pneus murchos, fica muito mais pesada e exige mais força das pernas.
“A recomendação e calibrar os pneus a cada 15 dias e verificar o estepe a cada dois meses, lembrando que a calibragem deve ser feita somente com os pneus frios, pois o calor expande o ar e produz uma falsa medição”, diz o piloto de desenvolvimento.
Antes de acelerar é preciso entender as diferenças entre torque e potência. Toque é a força que faz o carro andar e potência é a velocidade com que ele anda. “Isso significa que no trânsito, para ganhar velocidade, o motorista deve utilizar o câmbio, ao invés de pisar fundo no acelerador”. Segundo Urnhani, o motorista deve fazer as trocas de marchas quando a rotação chegar aos 2.500 rpm, sem pisar mais no acelerador para fazer a mudança. “Se o carro passar dessa rotação já está gastando mais do que o necessário”. Andar com uma marcha alta em baixa velocidade também aumenta o consumo. “Se o motorista andar abaixo de 1.000 rpm, a injeção eletrônica ‘lê’ que o carro vai morrer e manda mais combustível para dentro do motor para que ele continue funcionando”.
Outra atitude eficiente é não andar em altas velocidades. “O motorista que está em uma rodovia a 120 km/h e acelera até chegar a 130 km/h, ganha apenas 10 km/h e perde 30% a mais de combustível”. Quanto maior a pisada no acelerador, maior a queima desnecessária. “Se o condutor vai de 100 km/h a 120 km/h ele gasta quase 50% a mais, por apenas 20 km/h”. De acordo com o piloto de desenvolvimento, os carros de um modo geral têm um consumo adequado até 90 km/h.
Andar em uma velocidade compatível com o trânsito também contribui para economia de combustível. “Melhor que um dia sem carro, seria poder sair com o carro todo dia e dirigi-lo de forma eficiente”, completa César Urnhani.
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