Após 15 anos sem grandes mudanças, hatch ganha nova geração e fica muito melhor.

O Fiat Palio havia perdido a majestade. O hatch, rival histórico do campeão de vendas VW Gol, despencou no ranking e atualmente ocupa apenas o sexto lugar (82.122 unidades vendidas até outubro, cerca de 1/3 do líder). Para recuperar o brilho do modelo que pouco mudou desde o lançamento em 1996 (foram quatro facelifts), a Fiat apresenta a segunda geração do Palio, com preço a partir de R$ 30.990.
A Fiat foi buscar o que havia de melhor dentro de casa e juntou tudo para dar vida ao design do Palio 2012. Por isso, se você olhar para o novo modelo e vir alguma semelhança com outros carros da marca, não será mera coincidência.
O farol lembra o do Punto, a entrada de ar é quase igual à do Uno e o bigodinho cromado da grade frontal veio do rosto do Cinquecento. A lanterna traseira subiu para a coluna “C”, assim como no Punto e no Uno, mas ganhou uma base alargada que invade a lateral do veícul

Além do visual incomparavelmente mais harmonioso, o novo Palio ficou maior e mais confortável que o antecessor. Cresceu 6 cm na altura; 3,1 cm na largura e 2,8 cm no comprimento. O entre-eixos também aumentou – 4,7 cm. Na prática, os ocupantes têm mais espaço interno, principalmente os passageiros do banco traseiro. Raspar a cabeça no teto, agora, é tarefa para jogador de basquete.
Por falar no interior, a melhora no acabamento é nítida. As diferentes texturas dos plásticos rígidos utilizados e os encaixes mais precisos das peças comprovam a evolução do Palio. Os apoios laterais dos bancos da frente são generosos e remetem a carros de nível mais elevado. O único senão é o tamanho um tanto exagerado das saídas de ar arredondadas, que comprometem a harmonia do painel.
Em ação, o novo Palio se mostrou um pouco mais firme que o antecessor, porém, ainda mais macio que o principal concorrente da VW. É questão de estilo, o hatch da Fiat privilegia o conforto na cidade – útil para andar por nossas ruas esburacadas –, mas compromete um pouco a sensação de estabilidade em altas velocidades (a carroceria pende lateralmente com mais facilidade). A Fiat optou por uma suspensão no meio termo e acertou.
São três opções de motores: Fire 1.0 EVO, com 75 cv e 9,9 mkgf de torque); Fire 1.4 EVO, com 88 cv e 12,5 mkgf (ambos presentes no Uno); e 1.6 16V E.torQ (o mesmo do Punto), com 117 cv e 16,8 mkgf. Todos os motores são flex e as versões 1.6 16V podem vir com câmbio mecânico ou Dualogic. Destaque para o bom isolamento acústico, que elimina grande parte do ruído do motor que é observado, por exemplo, no Uno.
A versão de entrada manteve o mesmo preço do Palio anterior, mas vem mais equipada e conta com direção hidráulica, computador de bordo e comando interno de abertura do porta-malas e do reservatório de combustível, entre outros mimos de série. Com opcionais, o novo hatch traz a possibilidade de instalação de airbags laterais – algo novo para o seguimento.
A Fiat demorou 16 anos para reformular o Palio e viu o VW Gol nadar de braçadas após a chegada da nova geração em 2008. Mas agora apresenta um produto à altura para voltar a sonhar em brigar pela ponta da tabela dos mais vendidos. O novo Palio está armado para encarar o Gol, o Renault Sandero, o Ford Fiesta e o Chevrolet Agile. E mais, nas versões mais equipadas, tem predicados para incomodar até os modelos de cima. Bom para o consumidor, ruim para o ‘primo’ Punto, que deve perder muito espaço no mercado brasileiro.
Fonte e foto: noticias.r7.com

